Pela primeira vez em dez anos, o Manchester City irá iniciar uma temporada da Premier League sem Kevin De Bruyne, quando visitar o Wolves no dia de abertura da temporada 2025/26. O maestro belga terminou a sua estadia de uma década no clube este verão, após ter realizado 422 aparições pelos Sky Blues, conquistando 16 troféus ao longo do caminho, incluindo seis títulos da Premier League e a Liga dos Campeões da UEFA em 2023.
No seu lugar, espera-se que Rayan Cherki assuma o papel e suporte a pesada carga criativa no esquema táctico de Pep Guardiola. O jovem de 21 anos, que se juntou ao City numa transferência de 30,5 milhões de libras do Lyon, tem sido considerado um dos talentos mais emocionantes do meio-campo europeu.

Capaz de jogar na posição de número 10 e pelas alas, Cherki oferece ao City algo fresco enquanto transitam para a era pós-De Bruyne. A versatilidade do jovem francês permite múltiplas soluções tácticas para Guardiola, que terá de reinventar o seu sistema ofensivo sem a presença do criativo belga.
A grande questão que se coloca é se o City está realmente a melhorar em relação a De Bruyne? Analisando os números da temporada passada, Cherki demonstrou um potencial impressionante, embora ainda distante dos padrões de excelência estabelecidos pelo jogador belga durante uma década.
A transição representa um risco calculado para o City, que aposta na juventude e potencial de Cherki para preencher o vazio deixado por uma lenda do clube. A adaptação do médio francês ao futebol inglês e às exigências tácticas de Guardiola será crucial para o sucesso desta nova era no Etihad Stadium. Os adeptos esperam que Cherki possa gradualmente crescer para se tornar o novo motor criativo da equipa, honrando o legado deixado por De Bruyne.